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“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.”
I Cor. 10:31

 
Home QUEM SÃO OS ADVENTISTAS?

Quem são os Adventistas do Sétimo Dia?

John Seaman
CAPÍTULO 1
De Onde Vieram os Adventistas do Sétimo Dia?

- Mamãe, de onde eu vim?
A pergunta pode encher de temor o coração de um pai ou mãe desapercebidos ou pode acender um sorriso no rosto daquele que estava esperando que o filho curioso a fizesse. De onde viemos? É uma indagação que tem sido debatida em salas de conferência e universidades e pelos grandes filósofos. As pessoas querem saber de onde vieram e por que estão aqui, e assim os debates prosseguem.
De onde vieram os adventistas do sétimo dia? A História menciona muitas organizações e movimentos de grande porte que surgiram da noite para o dia. Mas não foi isso o que aconteceu com a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Em vez de ter aparecido repentinamente, ela formou-se a partir de uma série progressiva de acontecimentos históricos e do estudo e discernimento profundo das Escrituras.
Guilherme Miller nasceu em 15 de fevereiro de 1782, no Estado de Nova Iorque. Era o mais velho de dezesseis filhos. Miller cresceu num lar religioso. Todos os membros de sua família eram frequentadores de igreja. Em sua infância, Miller era colocado numa pequena charrete desconfortável, puxada pelo cavalo da família. Nela iam à igreja. Dois de seus tios e um avô eram ministros batistas.
Aos 30 anos de idade, Miller tornou-se capitão, na Guerra de 1812. Ele era uma pessoa de grande saber humanístico e homem de muita leitura. Havia, porém, se decepcionado com o cristianismo de sua meninice e adotado a filosofia do deísmo. Essa filosofia afirma que Deus não mantém nenhum envolvimento real ou pessoal com os negócios deste mundo. Ensina que o Criador simplesmente colocou o mundo no espaço, abandonando-o à sua própria sorte. Como era de se esperar, isso não satisfez os anseios de um sentido real para a vida que Miller trazia no coração. A busca da satisfação desses anseios havia feito com que ele abandonasse a religião de sua juventude – mas o deísmo não conseguira fornecer-lhe as respostas.
Depois de prestar relevantes serviços à nação, Miller voltou para sua casa na fazenda de Low Hampton, em Nova Iorque. De vez em quando frequentava a igreja batista local, embora ainda guardasse questionamentos profundos no coração. Em 1816, começou informalmente a fazer estudo cuidadoso e sistemático das Escrituras. Estudava sozinho, sem a ajuda de mestres religiosos. Para pesquisa e exame de textos, Miller se valia de sua Bíblia e de uma Concordância de Cruden. Seu interesse inicial em profecias o levou a descobrir verdades bíblicas diferentes daquelas sustentadas pela opinião popular de sua época. Contudo, essas verdades pareceram de fato insignificantes quando comparadas à conclusão a que chegou depois de dois anos de meticuloso estudo. Chegou à impressionante dedução de que Cristo voltaria a este mundo por volta do ano de 1843, cerca de 25 anos depois de ter feito essa descoberta.
Essa nova e poderosa convicção, a de que Cristo voltaria em breve, divergia radicalmente da crença comum adotada nos dias de Miller. O ensino popular era o de que haveria mil anos de paz e felicidade no mundo, antes de Cristo retornar à Terra. Consciente desse ensino, Miller voltou ao estudo para certificar-se de que estava correto em suas suposições. Quanto mais estudava, mais convencido ficava.
Em 13 de agosto de 1831, este fazendeiro de 49 anos de idade sentiu a forte convicção de que deveria divulgar suas descobertas bíblicas. Caminhou lentamente até um bosque reservado, onde se ajoelhou perante Deus em oração e lutou contra a esmagadora convicção que não lhe saía da mente. Ele não era um pregador. Não queria pregar. Finalmente, para acalmar seu tumulto de alma, fez um pacto com Deus. Prometeu ao Senhor que, se alguém lhe fizesse o convite para pregar, pregaria. Contudo, não solicitaria nenhum compromisso de pregação. Saiu do bosque confiante: Quem pediria a um fazendeiro como ele, analfabeto em questões religiosas, para pregar?
Miller voltou para casa e sentou-se na sala de estar para relaxar um pouco. Cerca de trinta minutos depois, ouviu o som de cascos de cavalo vindo pela estrada. Em pouco tempo, Irving Guilford, sobrinho de Miller, estava batendo à porta de madeira de carvalho. Irving estava ali com um único propósito em mente: convidar o tio para apresentar seus pontos de vista bíblicos à Igreja Batista de Dresden, a pouco mais de 11 km de distância dali. Miller concordou relutantemente, apenas para cumprir a promessa que fizera a Deus no bosque.
Dali em diante Miller não parou mais de pregar! Nos treze anos que se seguiram, pregou mais de 4 mil vezes, em pelo menos 500 cidades. Mais de 200 pastores aceitaram suas concepções sobre a iminente vinda de Cristo, e estima-se que o número de crentes que se uniu às fileiras do milerismo variou entre 50 mil e 100 mil pessoas. As pessoas que aderiam às posições de Miller passaram a ser chamadas de “mileritas”, e essa extraordinária sequência de acontecimentos ficou registrada na história como movimento milerita.
Qual era a mensagem pregada por Miller? A simples interpretação de um capítulo profético das Escrituras. Tomando a profecia encontrada em Daniel 8:14, que diz: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs, e o santuário será purificado”, Miller aplicou corretamente o princípio bíblico-profético de um dia equivalente a um ano (ver, por exemplo, Eze. 4:6 e 7). De acordo com Miller, os dois mil e trezentos dias, referidos em Daniel, deviam significar dois mil e trezentos anos.
Miller não foi o primeiro estudante da Bíblia a chegar a essa conclusão. Registros literários mostram vários outros especialistas em Bíblia, séculos antes de Miller, crendo que essas profecias bíblicas de tempo se referiam a anos, e não a dias literais. Um desses eruditos mais notáveis foi Sir Issac Newton. Além de estudar as leis da gravitação, ele também era fascinado por profecia bíblica, e escreveu muito sobre o assunto.
No começo do século dezenove, havia ampla concordância a respeito da forma de interpretar as profecias de tempo da Bíblia. Muitos mestres das Escrituras acreditavam que os dois mil e trezentos dias referidos em Daniel estavam prestes a cumprir-se.
Por meio de estudo bíblico e histórico, Miller conseguiu descobrir que a data inicial para a profecia de Daniel 8:14 era 457 a.C. Ao adicionar dois mil e trezentos anos a essa data, ele concluiu finalmente que o dia 22 de outubro de 1844 seria a data da purificação do santuário. O pensamento religioso popular da época de Miller era o de que o “santuário” representava o mundo. De que outra maneira poderia o mundo ser purificado a não ser pelo fogo? E se o mundo ia ser purificado pelo fogo, então isso significava que Jesus iria voltar!
Imagine a empolgação dos mileritas! Aqueles que creram em Miller esperaram ansiosamente pela vinda do Senhor em 22 de outubro de 1844. Alguns haviam perdido entes queridos poucos meses, semanas ou dias antes. Aguardavam revê-los com ávida expectativa. Mas Jesus não veio como Miller e seus seguidores supunham. É desnecessário dizer que os mileritas ficaram extremamente decepcionados. Alguns abandonaram o movimento millerita e fundaram suas próprias igrejas. Outros seguidores abandonaram as ideias de Miller, e voltaram para suas denominações anteriores. Houve também mileritas que, concentrados apenas no aspecto sensacionalista do movimento, não queriam ouvir mais nada que Miller dissesse.
Essa súbita e dramática reviravolta nos acontecimentos foi para Miller um duro golpe. Nunca fora sua intenção que o movimento fosse além da mera busca da verdade. Sofrera escárnio e ridículo ao apresentar seus ensinos. Ouvira a voz dos zombadores e vira as caricaturas que debochavam de sua mensagem.
Mas agora era ainda pior: seus próprios amigos o haviam abandonado.
Havia, no entanto, um pequeno grupo de crentes que, apesar de não seguir Miller, procurou obedecer à Palavra de Deus e encontrar a verdade dos fatos. Depois de voltarem a estudar a Bíblia, descobriram que Miller havia cometido um erro. As datas, sem dúvida, estavam corretas. Suas concepções do que iria acontecer é que estavam equivocadas. Depois de renovado estudo das Escrituras, chegaram mesmo a ficar mais convictos do breve aparecimento de Jesus. Ficaram igualmente convencidos de que não se poderia determinar com precisão a data do segundo advento. Descobriram que não haveria mil anos de paz antes da volta de Jesus. Sua crença era a de que o mundo se tornaria cada vez mais ímpio, e que Jesus voltaria para pôr um fim à sua desenfreada pecaminosidade.
Ao descobrir que Miller estava correto em suas datas, mas errado quanto ao acontecimento, esse pequeno grupo de mileritas deparou-se com outras verdades durante o processo de estudo da Bíblia. Uma dessas verdades foi a redescoberta do sábado bíblico: o sétimo dia da semana. O sábado vinha sendo guardado por diversos grupos e indivíduos desde a criação do mundo, mas fora agora revelado no contexto da breve vinda de Cristo.
Embora Miller não tenha descoberto toda a verdade que precisava ser descoberta, fez-nos dar um passo gigantesco na compreensão da Bíblia. Os ensinos de Miller ajudaram a mudar para sempre a paisagem religiosa do mundo. Existem milhões de pessoas hoje em dia, pertencentes a diversas confissões religiosas, cuja crença é a de que não há lógica em esperar por um milênio de paz antes da volta de Jesus. Há também muitas igrejas ensinando que o mundo está ficando demasiado ímpio e que o fim logo virá. Que há de extraordinário nisso? Na verdade, muita coisa, se você admitir que antes de Guilherme Miller começar a pregar, alguém poderia ser excluído da igreja da qual fazia parte apenas por ensinar que Jesus está voltando a este mundo. Os que crêem na breve volta de Jesus recebem o nome de adventistas. Portanto, em alguns aspectos, há atualmente muitos adventistas nas igrejas ao redor do mundo. Eles são gratos a Guilherme Miller por ele haver descoberto essa doutrina nas Escrituras.
À medida que crescia o grupo dos crentes no sábado e na breve vinda de Cristo, ficou claro que só conseguiriam cumprir sua missão de maneira eficaz caso se organizassem. O primeiro passo rumo à organização seria escolher um nome para esse crescente movimento. Depois da discussão em torno de vários nomes, escolheu-se o nome “adventistas do sétimo dia”, que é, na verdade, uma descrição exata da denominação – os que observam o sábado do sétimo dia e aguardavam ansiosamente a breve vinda de Jesus. Em 1863 o processo organizacional estava concluído.
Essa é a história condensada da formação da Igreja Adventista do Sétimo Dia. (Para maiores detalhes sobre a história da Igreja Adventista, leia os livros Uma Igreja Mundial e A Chegada do Adventismo ao Brasil, desta mesma editora.)
Em 1863 havia apenas 3.500 membros batizados e 30 pastores na Igreja Adventista do Sétimo Dia. De acordo com o site www.adventist.org a Igreja contava em 1999 com aproximadamente onze milhões de membros, em milhares de congregações circundando o globo. O que faz com que a denominação adventista do sétimo dia cresça de maneira tão vertiginosa? Que crenças comuns aglutinam a Igreja através de fronteiras culturais, raciais e étnicas? Separemos agora um momento para examinar o assunto no capítulo 2.

CAPÍTULO 2
Em que Crêem os Adventistas do Sétimo Dia?

Ralph Waldo Emerson escreveu certa vez: “Já nascemos crendo. O homem produz crenças como a macieira produz maçãs.” Ele estava coberto de razão! Desde a primeira respiração até o último suspiro, as crenças nos ajudam a modelar a maneira como vivemos e reagimos ao mundo que nos cerca. Algumas crenças são instiladas em nós no momento do nascimento, enquanto outras vão sendo adquiridas no transcurso da vida.
Por que as crenças são tão importantes? Porque aquilo que acreditamos desempenha um papel importante na determinação da maneira como agimos. Se você crê que sua sogra vem para o jantar, fará ajustes em seus planos e preparará a casa em conformidade com a situação. Se você acredita que já tem idade para dirigir, dará a seu pai ou sua mãe dicas sutis para convencê-los disso. Se acredita que seus filhos devem contribuir de maneira significativa para a manutenção da casa, retirará a mesada ou outros privilégios, caso eles relaxem nas responsabilidades.
Na sociedade moderna parece que a quantidade de crenças em comum diminuiu. Opiniões pessoais têm substituído os valores da comunidade. Até mesmo entre denominações religiosas existe ampla variedade de pontos de vista.
A denominação adventista do sétimo dia obviamente se compõe de indivíduos. Cada pessoa tem ideias diferentes, diferentes modos de fazer as coisas e diferentes maneiras de expressá-las. Contudo, mesmo dentro dessa diversidade, existe um forte elo comum de crença que passa pelo coração de cada adventista do sétimo dia. É isso que torna a igreja singular. De um lado ao outro do mundo, do Paquistão ao Peru, do Irã ao Canadá, da Dinamarca à África do Sul, da Ucrânia ao Brasil, esses elos comuns unificam a igreja. Empregando as Escrituras como guia, os membros formaram um conceito de como Deus quer que eles creiam e de como deseja que traduzam essa crença em ação responsável.
Apresentamos a seguir o resumo de alguns princípios de fé mantidos em comum pelos adventistas do sétimo dia. (Para uma discussão mais detalhada dessas crenças, consulte o apêndice.)
A Autoridade de Deus e das Escrituras – Os adventistas do sétimo dia crêem que as Escrituras Sagradas são a revelação da vontade de Deus ao homem e que constituem o fundamento de toda crença. Os adventistas do sétimo dia crêem na unidade e existência eterna da Divindade, que compreende Pai, Filho e Espírito Santo.
A Salvação do Homem – Os adventistas do sétimo dia crêem que homem e mulher foram feitos seres morais perfeitos na Criação. Apesar disso, pecaram. Em conseqüência, o mundo perfeito que Deus lhes reservara se corrompeu. Desde então, todos nascemos como seres pecaminosos, necessitados de um Salvador. Os adventistas do sétimo dia crêem que Jesus Cristo veio a este mundo, viveu vida sem pecado, foi crucificado no Calvário por nossos pecados e ressuscitou como vitorioso Salvador. Ele oferece o dom gratuito de Sua graça a todos quantos O aceitarem. Os adventistas do sétimo dia crêem que é impossível alguém se salvar por meio da prática de boas obras, embora sustentem que as boas obras constituem a reação natural e amorosa ao dom da salvação.
O Tema do Grande Conflito – Os adventistas do sétimo dia crêem que Lúcifer, um anjo que fora criado perfeito, rebelou-se no Céu e foi expulso dali junto com os anjos que decidiram segui-lo. Lúcifer, agora chamado Satanás, tenta persuadir tantos seres humanos quanto seja possível a seguir-lhe o caminho. Realiza maciça campanha para tentar destruir a credibilidade de Deus perante o Universo. Acusa o Criador de estabelecer leis injustas. Deus criou um mundo moralmente perfeito, mas Satanás é muitas vezes bem-sucedido em persuadir os seres humanos a rebelarem-se contra a vontade divina e cederem às atrações imorais do pecado. As Escrituras descrevem a queda e o restabelecimento da humanidade. Revelam também o plano divino de restaurar este planeta para benefício daqueles que aceitarem o dom divino da graça e demonstrarem obediência a Deus.
Últimos Acontecimentos Proféticos – Os adventistas do sétimo dia crêem que Jesus Se encontra atualmente no Céu, ativamente empenhado em favor dos seres humanos, a fim de reunir a Si todos quantos puder. Conforme está evidenciado no seu próprio nome, os adventistas do sétimo dia crêem na breve volta de Jesus (o segundo advento). Crêem que Sua vinda será uma acontecimento literal e visível a toda a humanidade. Os adventistas do sétimo dia crêem que aqueles que aceitaram a Jesus Cristo como Salvador enquanto estavam vivos, ainda que passem pela morte, serão ressuscitados por ocasião da segunda vinda de Jesus, que lhes concederá mais uma vez o fôlego de vida. As pessoas que morreram não foram para o Céu, mas permanecem inconscientes nos túmulos até o dia da ressurreição. A vinda de Jesus também será o ponto de partida para um período de mil anos, mencionado nas Escrituras. No fim desses mil anos, Deus porá fim ao pecado e àqueles que preferiram e escolheram seguir esse caminho. Os ímpios serão consumidos por Sua glória, e a maldição do pecado deixará de existir. Em seguida, Jesus recriará o mundo em seu primitivo estado de perfeição. Então Seu povo poderá viver na Terra de acordo com o plano original de Deus.
Vida na Igreja – Os adventistas do sétimo dia crêem na organização eclesiástica e estimulam o companheirismo cristão. Quando uma pessoa aceita a Jesus Cristo e é batizada, recebe as boas-vindas na comunidade dos crentes. Os adventistas do sétimo dia crêem no batismo por imersão, conforme o exemplo dado por Jesus. A igreja tem um propósito comum: preparar as pessoas para se encontrarem com o Senhor. Realiza esse propósito por meio de estudos bíblicos pessoais e públicos, testemunho diário no lugar de trabalho ou estudo e demonstração do amor de Cristo no atendimento das necessidades humanas. Os adventistas do sétimo dia crêem que Deus concede dons espirituais às pessoas que estão dispostas a servi-Lo. Creem que a igreja experimentará a influência de todos os dons do Espírito pouco antes da vinda de Jesus. Entre esses dons inclui-se o dom de profecia, um dom particularmente essencial para o fim do tempo, de acordo com as Escrituras. Os adventistas do sétimo dia se reúnem para adorar a Deus e periodicamente celebram a Ceia do Senhor em memória do sacrifício de Cristo no Calvário. A missão da igreja é sustentada por meio de dízimos e ofertas voluntárias.
Vida Cristã – Os adventistas do sétimo dia crêem que, na qualidade de cristãos, devem adotar um estilo de vida que melhor represente a Cristo. Por isso dão cuidadosa atenção às suas atitudes, vestuário, escolha de diversões e todos os outros aspectos do viver diário. Valorizam a família e a instituição do casamento, entregues à humanidade no Jardim do Éden. Os adventistas do sétimo dia crêem que o corpo humano é um empréstimo divino. Ao cuidar dele, seguem os princípios bíblicos da nutrição apropriada, do exercício físico e dos hábitos saudáveis.
O Sábado – Os adventistas do sétimo dia crêem firmemente na autoridade das Escrituras e respeitam as leis estabelecidas na Palavra de Deus. Creem que os Dez Mandamentos ainda se encontram em vigor, inclusive o mandamento em que o Senhor ordena: “Lembra-te do dia do sábado para o santificar.” O sábado foi dado à humanidade no Jardim do Éden, na Criação, sendo aplicável ainda hoje. Não existe a menor evidência bíblica de que Deus tenha mudado Sua lei. Sendo assim, os adventistas do sétimo dia vão à igreja no sétimo dia da semana e seguem as diretrizes escriturísticas relativas à observância do santo sábado.
A crença no sábado do sétimo dia talvez seja uma das doutrinas mais distintivas da igreja. Essa crença tem ajudado a unificar pessoas de todas as nacionalidades e etnias na adoração ao Senhor no dia de sábado. Conversos ao adventismo do sétimo dia de muitas e diferentes formações têm se unido na adoração sabática como visível expressão de seu amor a Deus e aceitação de Sua autoridade sobre o Universo.
Essas crenças, compartilhadas pelos adventistas do sétimo dia, têm ajudado a manter a igreja unida ao redor do mundo.
Ao ler esse breve resumo, você talvez tenha descoberto que algumas das crenças aqui mencionadas são convicções que você também compartilha. Isso não é coisa excepcional, pois os adventistas do sétimo dia são cristãos. E todos os cristãos possuem algumas doutrinas fundamentais em comum.
Será que os adventistas do sétimo dia são pessoas esquisitas? Como identificar um adventista do sétimo dia? Como eles se comportam na vida diária? Separemos agora um momento para examinar o assunto no capítulo 3.

CAPÍTULO 3
Como É o Povo Adventista?

Em 1972 a revista Life mudou sua periodicidade de semanal para mensal. Logo após a transição, começou a perder assinantes. Em 4 de março de 1974, a Time Incorporated colocou uma nova revista em circulação. Seu título era simples, mas eficaz: People. Desde o seu lançamento, People tem vendido centenas de milhões de exemplares ao redor do mundo. O formato simples da revista tem sido sempre o mesmo – uma porção de fotos de pessoas e a história da vida delas.
As pessoas sentem fascínio umas pelas outras. Mostras de vídeos domésticos, histórias da vida real e revistas e jornais sobre gente (famosa ou nem tanto) têm conquistado seu lugar na sociedade. Talvez o fascínio venha do fato de a sociedade ser composta de pessoas, e temos curiosidade em saber mais sobre as outras pessoas e sobre o que estão fazendo.
Sendo assim, quem é o povo que compõe a Igreja Adventista do Sétimo Dia? São pessoas diferentes das outras? Ou são iguais a todo mundo?
Se eu lhe pedisse para me dizer qual é a cor do mundo lá fora, você olharia através da janela da sua casa e veria enorme variedade de cores. Veria o azul do céu, o marrom do solo, o verde da grama, rosas vermelhas e nuvens brancas. Qual a cor? Podemos empregar a mesma analogia para descrever o povo adventista. Não podemos estereotipar um grupo. Cada pessoa é única e dá sua própria contribuição pessoal à igreja. Apesar disso, adventistas do sétimo dia possuem algumas características em comum.
Os cristãos adventistas do sétimo dia crêem que são pecadores salvos pela ilimitada graça de Deus. Esse é um ponto importante a ser lembrado. Eles não se consideram perfeitos, não acham que são as únicas pessoas do mundo a irem para o Céu nem se julgam melhores do que os outros. Crêem que são pecadores necessitados de um amoroso Salvador. Por isso, ao visitar uma Igreja Adventista do Sétimo Dia, em qualquer parte do mundo, você vai encontrar um grupo de pessoas cordiais que lhe darão as boas-vindas à comunidade. Eles reconhecem que todos são valiosos aos olhos de Deus.
Se você encontrar um adventista do sétimo dia na igreja, na mercearia, num avião ou no local de trabalho, descobrirá que ele está ansioso por fornecer-lhe alguma informação a respeito da igreja à qual pertence! Conforme já vimos, existem algumas crenças ensinadas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia que não são ensinadas por outras denominações. Depois de estudarem a Bíblia, os membros da Igreja Adventista ficam convencidos da importância dessas crenças. Por isso, muitas vezes eles usarão textos bíblicos, livros, folhetos, vídeos ou outros materiais na intenção de comunicar a outros seus pontos de vista. Não ache esquisito, portanto, se um adventista lhe presentear com um livro ou folheto descrevendo em detalhes alguma doutrina que ele acha importante. Talvez um adventista tenha lhe remetido este livro pelo correio ou entregado pessoalmente em sua casa ou trabalho.
Os adventistas do sétimo dia compreendem claramente a maneira como Deus operou no passado, como Ele dirige o presente e Seus planos para o futuro. Isso faz com que a paz de Cristo lhes inunde a vida. Tornam-se capazes de manifestar muita esperança, mesmo em meio à tragédia, porque compreendem a solicitude, a providência e os planos de Deus para o amanhã. Neste mundo confuso, os adventistas do sétimo dia estão dispostos a partilhar a esperança e a paz que descobriram na Palavra de Deus.
Os membros adventistas do sétimo dia ao redor do mundo possuem as mesmas crenças religiosas fundamentais. A igreja na Coréia não ensina doutrina diferente na Suécia. Os adventistas do sétimo dia são um grupo mundial de crentes. Portanto, a fé que possuem em Deus e em Sua Palavra transcende todas as barreiras culturais e étnicas, e estimula a unidade.
Conforme já mencionamos anteriormente, os adventistas do sétimo dia crêem que cada ser humano é valioso aos olhos de Deus. Essa crença se traduz em ação de duas maneiras: Em primeiro lugar, ela prepara o caminho para a unidade na igreja mundial. Quando os adventistas do sétimo dia se reúnem para cultuar a Deus ou para se confraternizar, nacionalidade ou diversidade étnica não são questões importantes. Negros e brancos, chineses e russos, iranianos e israelitas, conversarão juntos como irmãos e irmãs por causa de Cristo. Em segundo lugar, a crença determina o modo como eles se relacionam uns com os outros e com o mundo ao seu redor. Você vai encontrar adventistas do sétimo dia envolvidos em projetos de ajuda comunitária que beneficiam famílias de baixa renda, socorrendo crianças malnutridas, estendendo a mão a um aidético ou fornecendo refeição a uma viúva carente. Os adventistas do sétimo dia tentam seguir o exemplo beneficente de Cristo.
Um adventista do sétimo dia é muito escrupuloso naquilo que faz. Provavelmente você jamais ouvirá um adventista do sétimo dia praguejando ou usando o nome de Deus levianamente. Eles julgam ter o dever de representar Cristo aos outros. São cuidadosos em fazer sempre as coisas que agradam ao Mestre.
Os adventistas do sétimo dia não tentam comportar-se bem para obter a salvação, mas porque já experimentaram a graça salvadora de Deus.
Os adventistas do sétimo dia têm o costume de separar algum tempo durante o dia para lerem a Bíblia ou estudarem mais profundamente uma passagem bíblica. Também dedicam tempo para orar a Deus, pois reconhecem que a oração é parte vital da vida de qualquer cristão. Se você já ficou perto de um adventista do sétimo dia na hora das refeições, talvez tenha observado que ele inclina a cabeça para agradecer a Deus pelo alimento. Este simples ato é um reconhecimento da bondade divina.
E por falar em alimento, os adventistas do sétimo dia têm consciência daquilo que comem. Por acreditarem que o corpo pertence a Deus, procuram tratá-lo com respeito. Muitos adventistas do sétimo dia decidiram ser vegetarianos. Isso se deve em parte à sua crença de que os alimentos mais saudáveis são aqueles fornecidos originalmente por Deus à humanidade – frutas, nozes, cereais e verduras. Muitos membros praticam exercícios físicos com regularidade, visando à boa forma física e à saúde mental. Os adventistas do sétimo dia crêem que não devem introduzir no organismo nenhuma substância comprovadamente prejudicial à saúde. Por isso evitam coisas como drogas, álcool, fumo e café. Estudos demonstram que essas práticas sanitárias e dietéticas fazem os adventistas do sétimo dia viverem até sete anos a mais que a média da população.
Um adventista do sétimo dia provavelmente será seletivo quanto à espécie de diversão na qual toma parte. Seguirá princípios bíblicos ao determinar suas escolhas. Alguns talvez façam apenas a seguinte pergunta para si mesmos: “Jesus participaria desta atividade?” Os adventistas do sétimo dia tentam preencher a mente com material de qualidade, seja em questão de leitura, ou mesmo programas de rádio e televisão.
Talvez você descubra que os adventistas do sétimo dia não seguem a moda da “alta costura”. Simplicidade e decência no estilo de vida são qualidades que muitos membros se esforçam por alcançar. Essa filosofia serve para orientá-los na escolha daquilo que vestem e na forma como gastam o dinheiro e priorizam a vida.
Existem adventistas do sétimo dia que se destacaram tanto em seus campos de atuação a ponto de fazerem contribuições notáveis ao mundo, por causa de seu compromisso pessoal de seguir a Cristo e os princípios da Bíblia. Eu poderia citar nomes de alguns adventistas do sétimo dia que você facilmente reconheceria. Alguns foram honrados por reis e presidentes. Outros receberam prêmios e elogios formais. Embora a maioria dos adventistas do sétimo dia mão receba reconhecimento público, eles estão procurando, mesmo no anonimato, dedicar a vida inteiramente a Cristo. Estão comunicando esperança no local de trabalho, atendendo necessidades onde elas são sentidas, sendo cidadãos produtivos na comunidade em que vivem e acrescentando alegria a este mundo ferido pela dor.
Isso pode soar como uma descrição otimista demais de um grupo de pessoas perfeitas. Pareceria assim, na verdade, não fosse o fato de vivermos num mundo de equívocos, erros e imperfeições. Os adventistas do sétimo dia também cometem faltas. Embora as coisas que descrevi representem o ideal que os membros estão buscando alcançar, eles algumas vezes falham em atingir esses padrões. Quando fracassam, aceitam o perdão que Deus oferece e continuam se esforçando por viver uma vida em harmonia com o Grande Legislador do Universo.
Como os adventistas do sétimo dia sustentam sua organização? Qual o segredo de seu crescimento e prosperidade? Como realizam seus cultos e como evangelizam os outros? Vamos saber mais sobre isso no próximo capítulo.

CAPÍTULO 4
Como É a Igreja Adventista?


No último trimestre de 1987, os economistas dos Estados Unidos começaram a vislumbrar alguns perigosos indícios de advertência financeira no mercado de ações. As políticas de comércio exterior do país eram questionadas, a economia apresentava sinais visíveis de fraqueza e os grandes investidores estavam ficando apreensivos.
Em outubro, os corretores começaram a vender as ações a preços abaixo do normal para seus clientes. Essa liquidação começou a deixar nervosos os investidores pequenos e conservadores. O medo do futuro desconhecido para o movimento da bolsa e as tendências inesperadas que emergiam no horizonte causaram pânico. Em 19 de outubro de 1987, a Dow Jones Industrial Average despencou em mais de 500 pontos suas cotações, fazendo o mercado perder vinte e dois por cento de seu valor. Aquele dia ficou conhecido pela comunidade financeira dos investidores de Wall Street com “segunda-feira negra”.
Com exceção de alguns poucos aventureiros ou especuladores, a maioria de nós prefere garantias familiares e confortáveis ao desconhecido e inesperado. Embora tenhamos todos que, uma vez ou outra, assumir riscos, tais como fazer um investimento, iniciar uma nova carreira ou mudar para outra localidade, você se sente muito mais seguro quando sabe o que vai acontecer pela frente. Talvez você se lembre do que sentiu, quando criança, em seu primeiro dia de aula. A professora seria bonita? As outras crianças seriam bondosas com você? Você seria capaz de andar pelos arredores do grande prédio escolar sem se perder? Você não sabia o que esperar. Talvez até relembre a sensação de náusea no estômago, as mãos suadas e o coração disparado. Todos esses sentimentos eram um lembrete de que você estava entrando num território desconhecido.
Há pessoas que nunca visitaram outra igreja ou denominação além daquela em que foram criadas. Talvez não tenham sentido esse desejo por desconhecerem o que lhes aguarda. Quando pensam em fazer uma visita, ocorre-lhe uma porção de perguntas: “Será que vão fechar as portas e me conservar preso até que eu me torne um deles?” “Haverá dança, pulos sobre os bancos ou lavagem cerebral?” “Haverá cristais, mantras ou sessões espíritas?” Não posso falar pelas outras igrejas, mas posso (tanto quanto me for possível) fornecer-lhe algumas informações sobre a igreja adventista mais próxima de você. Assim, quando você for fazer-nos uma visita, estará mais familiarizado e se sentirá mais à vontade.
As igrejas adventistas do sétimo dia ao redor do mundo variam no estilo de adoração, música e programação. Talvez você escute um órgão na Nova Zelândia, um banjo no Tennessee, um tambor em Moçambique ou uma cítara na China. Talvez haja sorrisos e palmas em uma congregação e rostos mais solenes em outra. As congregações podem ser enormes ou tão pequenas que congreguem apenas dez ou vinte membros.
Independentemente, porém, das variações de estilo e programa, há uma coisa com a qual você pode contar em toda igreja adventista do sétimo dia que você freqüentar ao redor do mundo. Pode contar com pessoas cordiais e cristãs, que ficarão felizes pelo fato de você ter dedicado tempo para ir adorar o Senhor junto com elas.
Na maioria das igrejas adventistas do sétimo dia, o culto da manhã de sábado se divide em duas partes. A primeira parte se chama Escola Sabatina. Existem classes apropriadas, divididas por faixas etárias, para crianças e jovens, bem como diversas classes para adultos. Desde a mais tenra infância, a criança aprende a respeito do amor salvador de Jesus. Cânticos animados, histórias bíblicas criativas, atividades manuais e professoras bondosas demonstram a alegria de conhecer a Cristo. Os adultos também recebem instruções sobre Deus e Sua Palavra quando membros da igreja e visitantes estudam juntos temas bíblicos específicos ou passagens bíblicas. A maioria das igrejas adventistas do sétimo dia utiliza o mesmo currículo bíblico para estudo.
A segunda parte do culto é dedicada à adoração. Geralmente toda a igreja fica junta durante esse período. Embora as preliminares possam variar, existem alguns elementos básicos que podem ser encontrados na maioria dos cultos de adoração adventistas do sétimo dia. Haverá tempo para a congregação unir-se em adoração e louvor, como, por exemplo, cântico de hinos, pedidos de oração ou testemunhos. Haverá também um sermão sobre um tema bíblico que seja relevante para as necessidades dos membros e que focalize a missão e a mensagem da igreja. Essa mensagem pode ser proferida pelo pastor local ou por um orador designado, na ausência do pastor.
Todos participam espontânea e voluntariamente em qualquer parte do culto. Não há coação, as portas não são fechadas nem diáconos corpulentos ficam guardando a saída. Ao visitar uma igreja adventista do sétimo dia, você vai encontrar um grupo de cristãos felizes em participar dessas reuniões. Eles vêm à igreja com o objetivo de compartilhar, aprender, ser revigorados e estimulados para outra semana de vida num mundo ferido pelo pecado.
O pastor não é pago pela igreja local, mas pela associação administrativa do Campo (que pode ter jurisdição sobre todo o Estado ou parte dele). Isso permite ao pastor pregar ao coração das pessoas e não ao bolso dos ouvintes. Uma praxe característica da Igreja Adventista do Sétimo Dia é pagar o mesmo teto salarial para todos os pastores locais, quer eles pastoreiem congregações de 50 membros, quer de 5 mil. Isso elimina muito do espírito de competição tão prevalecente na sociedade. Reduz também o desejo de “ascensão social”.
É provável que você saiba onde fica a igreja adventista do sétimo dia do seu município ou cidade. Embora o prédio não seja o maior nem o mais vistoso da comunidade, sua forma de organização é bastante ampla. Os membros da igreja adventista local têm voz representativa no corpo colegiado da igreja mundial. Examinemos a maneira como a Igreja Adventista do Sétimo Dia está organizada.
Em 1863 a Igreja Adventista do Sétimo Dia havia concluído todas as providências necessárias para sua organização oficial. Embora tenha havido alguns ajustes desde aquele ano, a estrutura organizativa principal continua a mesma. Os princípios que ajudaram a formar a igreja também têm servido para conservar sua integridade através dos anos.
A base da Igreja Adventista do Sétimo Dia são seus membros. Qualquer pessoa que aceita a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal e compreende e aceita as crenças comuns dos adventistas do sétimo dia, pode unir-se à igreja. Cada um desses membros, unido em coletividade, comanda a igreja mundial. Visto serem guiados pelos princípios contidos na Palavra de Deus, não existem “insurreições” ou afastamento drásticos das crenças ou “praxes” que dirigiram a igreja no passado.
Cada membro da igreja local elege dentre sua congregação representantes que se reúnem para escolher os oficiais das associações locais. As associações locais abrangem geralmente um território mais ou menos do tamanho de um Estado. Exemplos de associações locais são: Associação Brasil Central, Associação Espírito-Santense, Associação Paulista Central, Associação Baixo-Amazonas, etc. As associações locais administram os negócios dentro de sua jurisdição e provêem recursos e programas que afetam diretamente cada membro de igreja dentro de sua área de atuação.
As associações locais se agrupam, assim como as igrejas locais, para formarem as uniões. As uniões abrangem regiões geográficas específicas, e os oficiais dessas uniões superintendem a obra eclesiástica nessas áreas. Existem cinco dessas uniões no Brasil: as Uniões Sul, Central, Este, Nordeste e Norte.
Esse mesmo padrão de distribuição de responsabilidade continua. As uniões se agrupam para formar as divisões. Temos doze divisões espalhadas pelo globo com nomes tais como Divisão Sul-Americana, Divisão Norte-Americana, Divisão do Pacífico Norte-Asiático e Divisão Euro-Africana. Atualmente a maior divisão da Igreja Adventista do Sétimo Dia é a Divisão Interamericana. Ela possui mais de 1,5 milhão de membros. As divisões são todas representadas na Associação Geral, cuja suprema responsabilidade é estimular, liderar, administrar e dirigir a Igreja Adventista ao redor do mundo.
O fundamento bíblico para a organização da Igreja Adventista do Sétimo Dia encontra-se em Êxodo 18. Esta passagem revela que Moisés foi instruído por Deus a dividir sua carga de trabalho e delegar responsabilidades entre o povo de Israel. Mais de cem anos seguindo essas mesmas diretrizes têm provado que esse é um meio eficaz de capacitar a Igreja Adventista do Sétimo Dia para cumprir sua missão mundial.
A estrutura organizacional adotada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia capacitou-a a crescer de um total de 132 instituições em 1863 para mais de 46 mil hoje! Capacitou a igreja a crescer de 30 servidores pagos para mais de 140 mil! Capacitou a igreja a crescer de 3.500 membros batizados para mais de 11 milhões (dados de 1999)! Sob a direção de Deus, a estrutura organizacional tem efetivamente ajudado a Igreja Adventista do Sétimo Dia a cumprir sua missão.
Mas qual é a missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia? O que seus membros estão procurando realizar? De que forma a igreja está cumprindo sua missão? O que motiva os membros a contribuir, trabalhar, compartilhar e dedicar-se ao serviço? Encontraremos as respostas para essas perguntas examinando o último capítulo.

CAPÍTULO 5
Qual É a Missão Adventista?


Em maio de 1961, o presidente John F. Kennedy deu início ao programa espacial Apollo. Esse programa nasceu com uma missão em mente: colocar o homem na Lua e trazê-lo de volta antes do fim da década. Para cumprir esse propósito, deflagrou-se uma ofensiva de grande envergadura. Houve ceticismo, dificuldades, erros e até mesmo grandes atrasos. Em 1967, durante um teste na plataforma de lançamento, irrompeu um incêndio no qual três astronautas norte-americanos perderam a vida. Essa tragédia levantou sérias questões sobre todo o programa espacial. Contudo, apesar de todos os fracassos e o assassinato do presidente que inspirava no povo norte-americano essa visão, em 16 de julho de 1969 o mundo assistiu maravilhado Neil Armstrong sair do módulo espacial da Apollo 11 e deixar a marca de seus pés na superfície lunar. Com o regresso à Terra dos astronautas sãos e salvos, a missão estava concluída!
A humanidade é movida por missões. Seja ela uma incumbência tão pequena como capinar o jardim de casa ou tão grande como ir à Lua, as pessoas farão o que puderem para cumprir uma missão. Países, cidades, famílias, indivíduos e igrejas têm missões. Os adventistas do sétimo dia também têm uma missão.
A missão adventista consiste simplesmente em ensinar a pessoas de todas as nações o evangelho eterno e os mandamentos de Deus. Esse compromisso se baseia na comissão evangélica dada por Cristo e registrada em Mateus 28:19-20. Os adventistas do sétimo dia estudam e ensinam diligentemente a Palavra da Escritura. Não apenas ensinam a Palavra, mas procuram também demonstrar os princípios nela contidos através de atos de misericórdia. Toda instituição que é estabelecida dentro da organização adventista do sétimo dia – toda escola iniciada, todo hospital aberto, todo templo edificado – tem o expresso propósito de cumprir a missão da igreja.
Quais são, pois, os métodos empregados pelos adventistas do sétimo dia para cumprir a missão? Qualquer um que esteja em harmonia com as Escrituras! Seria impossível descrever cada instituição financiada pela igreja ou todos os ministérios pessoais que contam com o patrocínio independente de adventistas voluntários. Apresentamos a seguir uma breve descrição de alguns dos muitos métodos e organismos que estão sendo empregados pela igreja no cumprimento de sua missão.
Serviço de Missões – Desde 1874, quando John Andrews partiu dos Estados Unidos para divulgar o evangelho de Cristo na Europa, os adventistas do sétimo dia têm reconhecido a importância das missões. Atualmente a igreja conta com um programa de missões bastante diversificado.
A Missão Global é uma das organizações adventistas que proclama o evangelho eterno de Jesus e ensina os mandamentos de Deus em áreas do mundo que desconhecem essa maravilhosa boa nova. A Missão Global concentra-se mais em grupos de pessoas, línguas e dialetos do que em países inteiros. Homens e mulheres dedicados, designados para uma área específica de ministério, divulgam sua fé sempre que surja a oportunidade. Desde o seu início em 1990, a Missão Global já penetrou em mais de 8 mil das 15 mil áreas que se pretende alcançar.
Há diversos outros programas e instituições que oferecem oportunidade para proclamação do evangelho. Youth Pioneer é um programa que procura empregar o talento da juventude no serviço de missões. Maranatha Flights International é um grupo de voluntários que viaja para diversas localidades ao redor do mundo a fim de construir igrejas onde houver necessidade delas. Existem inúmeras outras oportunidades diversificadas de serviço missionário, de curto e longo prazo, dentro da igreja. Cada uma provê aos adventistas do sétimo dia meios de compartilhar seu tempo, talentos e fé.
Assistência e Desenvolvimento – Os adventistas do sétimo dia entendem que divulgar o evangelho significa mais do que simplesmente pregar. Cristo muitas vezes atendia às necessidades físicas das pessoas antes de satisfazer as espirituais. Os ministérios de assistência e desenvolvimento da igreja focalizam antes de tudo o atendimento das necessidades físicas das pessoas.
A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) é uma gigantesca instituição que procura, desinteressadamente, fazer deste mundo um lugar melhor para se viver. Seu propósito principal é contribuir para o desenvolvimento de indivíduos e comunidades e prestar assistência a vítimas de tragédias. Os voluntários da ADRA crêem que cada vida encerra valor inestimável. Por isso procuram elevar os padrões de vida das pessoas, especialmente nas áreas carentes do mundo. A ADRA funciona atualmente em143 países. Sua ênfase atual envolve assistência, educação, programas alimentares, saúde e projetos hídricos. Sempre que você ouvir ou ler algo sobre um desastre de grandes proporções, pode ter certeza de que a ADRA está a caminho ou já se encontra no local prestando auxílio. E quando cessa a calamidade, a ADRA não faz as malas e vai embora. Ela assume o compromisso de longo prazo de melhorar a qualidade de vida dos sobreviventes. Nesse aspecto, a ADRA é uma instituição que demonstra ao mundo, de maneira singular, os princípios de Cristo.
Educação – Os adventistas do sétimo dia crêem na educação integral do ser humano, em seus aspectos físico, mental e espiritual. Desde o início da história adventista, reconheceu-se a necessidade de escolas patrocinadas pela igreja. Atualmente, a Igreja Adventista do Sétimo Dia conta com uma das maiores redes educacionais de escolas paroquiais do mundo, com mais de 6 mil escolas e um registro conjunto de mais de um milhão de estudantes (dados de 1999). A igreja mantém ainda várias faculdades e universidades, inclusive o Home Study International, que oferece um programa oficialmente reconhecido de educação à distância. No Brasil, possui o Centro Universitário Adventista, com dois campi, em São Paulo e em Engenheiro Coelho.
Cuidados da Saúde – Muitos adventistas do sétimo dia procuram dedicar os talentos que Deus lhes deu para curar as pessoas, valendo-se para isso do conhecimento médico disponível hoje em dia e das orientações do Espírito Santo. É por isso que a igreja mantém mais de 600 hospitais e clínicas ao redor do mundo, dando emprego a mais de 70 mil pessoas. Muitos pacientes foram atraídos para mais perto do Senhor ao se submeterem aos tratamentos realizados por esses profissionais de saúde. Portanto, os funcionários dessas instituições médicas também estão contribuindo para o cumprimento da missão da igreja.
Muitos profissionais de saúde adventistas, provenientes de países desenvolvidos, dedicam seus talentos para beneficiar cidadãos de países economicamente necessitados. Um grupo de voluntários desse tipo é a equipe especializada em afecções cardíacas com base no Centro Médico da Universidade de Loma Linda, hospital patrocinado pela denominação. Eles realizam procedimentos médicos em pessoas que de outro modo não poderiam arcar com os custos desse serviço.
Proclamação da Palavra – A missão adventista nunca poderia ser cumprida não fosse a proclamação distintiva do evangelho eterno e dos mandamentos de Deus. A igreja faz uso de vários expedientes para a proclamação da Palavra. Além de evangelistas, pastores e instrutores bíblicos, emprega também programas de rádio, transmissões de TV e a obra de publicações.
O programa de TV semanal It is Written (Está Escrito), fundado em 1956, tem proclamado a Palavra de Deus em escala intercontinental, sendo traduzido em dezenas de línguas. Recentemente, este programa exerceu uma das mais importantes influências no ensino bíblico por meio de programas mundiais via satélite, alcançando mais de 5 mil localidades e centenas de milhares de pessoas.
A Rádio Adventista Mundial é um ministério que evangeliza através de ondas radiofônicas. Seus programas alcançam maior parte do mundo com o evangelho eterno. Desde seu humilde começo em 1º de outubro de 1971, a Rádio Adventista Mundial apresenta agora a verdade bíblica em mais de 40 línguas, permanecendo no ar mais de mil horas semanais, se levarmos em conta sua programação conjunta.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia dirige 56 editoras e imprime atualmente material em 229 diferentes línguas e dialetos. Mais de 20 mil colportores (distribuidores) vendem e distribuem material que ensina sobre Jesus e Sua Palavra, além de impressos sobre saúde e relacionamento familiar.
Com essa breve vista panorâmica, começamos apenas a tocar a superfície ao descrever a maneira como os adventistas do sétimo dia estão cumprindo sua missão. Com base neste sumário, acredito que você tenha entendido que eles levam muito a sério a tarefa d anunciar o evangelho eterno de Jesus e ensinar os mandamentos de Deus.
Será que essas abordagens diversificadas funcionam? Julgue por si mesmo. Em 1863 a Igreja Adventista do Sétimo Dia possuía apenas 3.500 membros batizados. Por volta de 1960, o número havia subido para mais de um milhão. Em 1980, ultrapassou o teto dos três milhões. Em 1990, havia mais de seis milhões de membros. Atualmente o número de membros batizados caminha para a casa dos doze milhões. Em média, a cada quarenta e cinco segundos um novo membro é batizado na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Novas igrejas estão sendo organizadas à razão de uma a cada cinco horas. A igreja atual se faz presente de forma organizada em quase todos os 233 países e territórios do mundo. Isso supera, de longe, qualquer outra denominação protestante.
Pode-se dizer que a Igreja Adventista do Sétimo Dia não é apenas uma denominação, mas um movimento. Um movimento de pessoas ansiosas por obedecer aos mandamentos de Deus, permanecer leais à Sua Palavra e seguir Seus planos em sua vida. Os adventistas do sétimo dia almejam anunciar a outros os princípios do Reino de Deus. Estão desejosos de viver a própria vida como uma demonstração do caráter de Cristo. Pessoas de todos os credos, origens étnicas, formação ou religião são convidadas a unir-se à Igreja Adventista do Sétimo Dia. E ver pessoas aceitando a Jesus Cristo e a Sua Palavra é o que nos ajuda a manter viva a missão!

Quem são os Adventistas do Sétimo Dia?
John Seaman
CAPÍTULO 1
De Onde Vieram os Adventistas do Sétimo Dia?
- Mamãe, de onde eu vim?
A pergunta pode encher de temor o coração de um pai ou mãe desapercebidos ou pode acender um sorriso no rosto daquele que estava esperando que o filho curioso a fizesse. De onde viemos? É uma indagação que tem sido debatida em salas de conferência e universidades e pelos grandes filósofos. As pessoas querem saber de onde vieram e por que estão aqui, e assim os debates prosseguem.
De onde vieram os adventistas do sétimo dia? A História menciona muitas organizações e movimentos de grande porte que surgiram da noite para o dia. Mas não foi isso o que aconteceu com a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Em vez de ter aparecido repentinamente, ela formou-se a partir de uma série progressiva de acontecimentos históricos e do estudo e discernimento profundo das Escrituras.
Guilherme Miller nasceu em 15 de fevereiro de 1782, no Estado de Nova Iorque. Era o mais velho de dezesseis filhos. Miller cresceu num lar religioso. Todos os membros de sua família eram frequentadores de igreja. Em sua infância, Miller era colocado numa pequena charrete desconfortável, puxada pelo cavalo da família. Nela iam à igreja. Dois de seus tios e um avô eram ministros batistas.
Aos 30 anos de idade, Miller tornou-se capitão, na Guerra de 1812. Ele era uma pessoa de grande saber humanístico e homem de muita leitura. Havia, porém, se decepcionado com o cristianismo de sua meninice e adotado a filosofia do deísmo. Essa filosofia afirma que Deus não mantém nenhum envolvimento real ou pessoal com os negócios deste mundo. Ensina que o Criador simplesmente colocou o mundo no espaço, abandonando-o à sua própria sorte. Como era de se esperar, isso não satisfez os anseios de um sentido real para a vida que Miller trazia no coração. A busca da satisfação desses anseios havia feito com que ele abandonasse a religião de sua juventude – mas o deísmo não conseguira fornecer-lhe as respostas.
Depois de prestar relevantes serviços à nação, Miller voltou para sua casa na fazenda de Low Hampton, em Nova Iorque. De vez em quando frequentava a igreja batista local, embora ainda guardasse questionamentos profundos no coração. Em 1816, começou informalmente a fazer estudo cuidadoso e sistemático das Escrituras. Estudava sozinho, sem a ajuda de mestres religiosos. Para pesquisa e exame de textos, Miller se valia de sua Bíblia e de uma Concordância de Cruden. Seu interesse inicial em profecias o levou a descobrir verdades bíblicas diferentes daquelas sustentadas pela opinião popular de sua época. Contudo, essas verdades pareceram de fato insignificantes quando comparadas à conclusão a que chegou depois de dois anos de meticuloso estudo. Chegou à impressionante dedução de que Cristo voltaria a este mundo por volta do ano de 1843, cerca de 25 anos depois de ter feito essa descoberta.
Essa nova e poderosa convicção, a de que Cristo voltaria em breve, divergia radicalmente da crença comum adotada nos dias de Miller. O ensino popular era o de que haveria mil anos de paz e felicidade no mundo, antes de Cristo retornar à Terra. Consciente desse ensino, Miller voltou ao estudo para certificar-se de que estava correto em suas suposições. Quanto mais estudava, mais convencido ficava.
Em 13 de agosto de 1831, este fazendeiro de 49 anos de idade sentiu a forte convicção de que deveria divulgar suas descobertas bíblicas. Caminhou lentamente até um bosque reservado, onde se ajoelhou perante Deus em oração e lutou contra a esmagadora convicção que não lhe saía da mente. Ele não era um pregador. Não queria pregar. Finalmente, para acalmar seu tumulto de alma, fez um pacto com Deus. Prometeu ao Senhor que, se alguém lhe fizesse o convite para pregar, pregaria. Contudo, não solicitaria nenhum compromisso de pregação. Saiu do bosque confiante: Quem pediria a um fazendeiro como ele, analfabeto em questões religiosas, para pregar?
Miller voltou para casa e sentou-se na sala de estar para relaxar um pouco. Cerca de trinta minutos depois, ouviu o som de cascos de cavalo vindo pela estrada. Em pouco tempo, Irving Guilford, sobrinho de Miller, estava batendo à porta de madeira de carvalho. Irving estava ali com um único propósito em mente: convidar o tio para apresentar seus pontos de vista bíblicos à Igreja Batista de Dresden, a pouco mais de 11 km de distância dali. Miller concordou relutantemente, apenas para cumprir a promessa que fizera a Deus no bosque.
Dali em diante Miller não parou mais de pregar! Nos treze anos que se seguiram, pregou mais de 4 mil vezes, em pelo menos 500 cidades. Mais de 200 pastores aceitaram suas concepções sobre a iminente vinda de Cristo, e estima-se que o número de crentes que se uniu às fileiras do milerismo variou entre 50 mil e 100 mil pessoas. As pessoas que aderiam às posições de Miller passaram a ser chamadas de “mileritas”, e essa extraordinária sequência de acontecimentos ficou registrada na história como movimento milerita.
Qual era a mensagem pregada por Miller? A simples interpretação de um capítulo profético das Escrituras. Tomando a profecia encontrada em Daniel 8:14, que diz: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs, e o santuário será purificado”, Miller aplicou corretamente o princípio bíblico-profético de um dia equivalente a um ano (ver, por exemplo, Eze. 4:6 e 7). De acordo com Miller, os dois mil e trezentos dias, referidos em Daniel, deviam significar dois mil e trezentos anos.
Miller não foi o primeiro estudante da Bíblia a chegar a essa conclusão. Registros literários mostram vários outros especialistas em Bíblia, séculos antes de Miller, crendo que essas profecias bíblicas de tempo se referiam a anos, e não a dias literais. Um desses eruditos mais notáveis foi Sir Issac Newton. Além de estudar as leis da gravitação, ele também era fascinado por profecia bíblica, e escreveu muito sobre o assunto.
No começo do século dezenove, havia ampla concordância a respeito da forma de interpretar as profecias de tempo da Bíblia. Muitos mestres das Escrituras acreditavam que os dois mil e trezentos dias referidos em Daniel estavam prestes a cumprir-se.
Por meio de estudo bíblico e histórico, Miller conseguiu descobrir que a data inicial para a profecia de Daniel 8:14 era 457 a.C. Ao adicionar dois mil e trezentos anos a essa data, ele concluiu finalmente que o dia 22 de outubro de 1844 seria a data da purificação do santuário. O pensamento religioso popular da época de Miller era o de que o “santuário” representava o mundo. De que outra maneira poderia o mundo ser purificado a não ser pelo fogo? E se o mundo ia ser purificado pelo fogo, então isso significava que Jesus iria voltar!
Imagine a empolgação dos mileritas! Aqueles que creram em Miller esperaram ansiosamente pela vinda do Senhor em 22 de outubro de 1844. Alguns haviam perdido entes queridos poucos meses, semanas ou dias antes. Aguardavam revê-los com ávida expectativa. Mas Jesus não veio como Miller e seus seguidores supunham. É desnecessário dizer que os mileritas ficaram extremamente decepcionados. Alguns abandonaram o movimento millerita e fundaram suas próprias igrejas. Outros seguidores abandonaram as ideias de Miller, e voltaram para suas denominações anteriores. Houve também mileritas que, concentrados apenas no aspecto sensacionalista do movimento, não queriam ouvir mais nada que Miller dissesse.
Essa súbita e dramática reviravolta nos acontecimentos foi para Miller um duro golpe. Nunca fora sua intenção que o movimento fosse além da mera busca da verdade. Sofrera escárnio e ridículo ao apresentar seus ensinos. Ouvira a voz dos zombadores e vira as caricaturas que debochavam de sua mensagem.
Mas agora era ainda pior: seus próprios amigos o haviam abandonado.
Havia, no entanto, um pequeno grupo de crentes que, apesar de não seguir Miller, procurou obedecer à Palavra de Deus e encontrar a verdade dos fatos. Depois de voltarem a estudar a Bíblia, descobriram que Miller havia cometido um erro. As datas, sem dúvida, estavam corretas. Suas concepções do que iria acontecer é que estavam equivocadas. Depois de renovado estudo das Escrituras, chegaram mesmo a ficar mais convictos do breve aparecimento de Jesus. Ficaram igualmente convencidos de que não se poderia determinar com precisão a data do segundo advento. Descobriram que não haveria mil anos de paz antes da volta de Jesus. Sua crença era a de que o mundo se tornaria cada vez mais ímpio, e que Jesus voltaria para pôr um fim à sua desenfreada pecaminosidade.
Ao descobrir que Miller estava correto em suas datas, mas errado quanto ao acontecimento, esse pequeno grupo de mileritas deparou-se com outras verdades durante o processo de estudo da Bíblia. Uma dessas verdades foi a redescoberta do sábado bíblico: o sétimo dia da semana. O sábado vinha sendo guardado por diversos grupos e indivíduos desde a criação do mundo, mas fora agora revelado no contexto da breve vinda de Cristo.
Embora Miller não tenha descoberto toda a verdade que precisava ser descoberta, fez-nos dar um passo gigantesco na compreensão da Bíblia. Os ensinos de Miller ajudaram a mudar para sempre a paisagem religiosa do mundo. Existem milhões de pessoas hoje em dia, pertencentes a diversas confissões religiosas, cuja crença é a de que não há lógica em esperar por um milênio de paz antes da volta de Jesus. Há também muitas igrejas ensinando que o mundo está ficando demasiado ímpio e que o fim logo virá. Que há de extraordinário nisso? Na verdade, muita coisa, se você admitir que antes de Guilherme Miller começar a pregar, alguém poderia ser excluído da igreja da qual fazia parte apenas por ensinar que Jesus está voltando a este mundo. Os que crêem na breve volta de Jesus recebem o nome de adventistas. Portanto, em alguns aspectos, há atualmente muitos adventistas nas igrejas ao redor do mundo. Eles são gratos a Guilherme Miller por ele haver descoberto essa doutrina nas Escrituras.
À medida que crescia o grupo dos crentes no sábado e na breve vinda de Cristo, ficou claro que só conseguiriam cumprir sua missão de maneira eficaz caso se organizassem. O primeiro passo rumo à organização seria escolher um nome para esse crescente movimento. Depois da discussão em torno de vários nomes, escolheu-se o nome “adventistas do sétimo dia”, que é, na verdade, uma descrição exata da denominação – os que observam o sábado do sétimo dia e aguardavam ansiosamente a breve vinda de Jesus. Em 1863 o processo organizacional estava concluído.
Essa é a história condensada da formação da Igreja Adventista do Sétimo Dia. (Para maiores detalhes sobre a história da Igreja Adventista, leia os livros Uma Igreja Mundial e A Chegada do Adventismo ao Brasil, desta mesma editora.)
Em 1863 havia apenas 3.500 membros batizados e 30 pastores na Igreja Adventista do Sétimo Dia. De acordo com o site www.adventist.org a Igreja contava em 1999 com aproximadamente onze milhões de membros, em milhares de congregações circundando o globo. O que faz com que a denominação adventista do sétimo dia cresça de maneira tão vertiginosa? Que crenças comuns aglutinam a Igreja através de fronteiras culturais, raciais e étnicas? Separemos agora um momento para examinar o assunto no capítulo 2.





CAPÍTULO 2
Em que Crêem os Adventistas do Sétimo Dia?
Ralph Waldo Emerson escreveu certa vez: “Já nascemos crendo. O homem produz crenças como a macieira produz maçãs.” Ele estava coberto de razão! Desde a primeira respiração até o último suspiro, as crenças nos ajudam a modelar a maneira como vivemos e reagimos ao mundo que nos cerca. Algumas crenças são instiladas em nós no momento do nascimento, enquanto outras vão sendo adquiridas no transcurso da vida.
Por que as crenças são tão importantes? Porque aquilo que acreditamos desempenha um papel importante na determinação da maneira como agimos. Se você crê que sua sogra vem para o jantar, fará ajustes em seus planos e preparará a casa em conformidade com a situação. Se você acredita que já tem idade para dirigir, dará a seu pai ou sua mãe dicas sutis para convencê-los disso. Se acredita que seus filhos devem contribuir de maneira significativa para a manutenção da casa, retirará a mesada ou outros privilégios, caso eles relaxem nas responsabilidades.
Na sociedade moderna parece que a quantidade de crenças em comum diminuiu. Opiniões pessoais têm substituído os valores da comunidade. Até mesmo entre denominações religiosas existe ampla variedade de pontos de vista.
A denominação adventista do sétimo dia obviamente se compõe de indivíduos. Cada pessoa tem ideias diferentes, diferentes modos de fazer as coisas e diferentes maneiras de expressá-las. Contudo, mesmo dentro dessa diversidade, existe um forte elo comum de crença que passa pelo coração de cada adventista do sétimo dia. É isso que torna a igreja singular. De um lado ao outro do mundo, do Paquistão ao Peru, do Irã ao Canadá, da Dinamarca à África do Sul, da Ucrânia ao Brasil, esses elos comuns unificam a igreja. Empregando as Escrituras como guia, os membros formaram um conceito de como Deus quer que eles creiam e de como deseja que traduzam essa crença em ação responsável.
Apresentamos a seguir o resumo de alguns princípios de fé mantidos em comum pelos adventistas do sétimo dia. (Para uma discussão mais detalhada dessas crenças, consulte o apêndice.)
A Autoridade de Deus e das Escrituras – Os adventistas do sétimo dia crêem que as Escrituras Sagradas são a revelação da vontade de Deus ao homem e que constituem o fundamento de toda crença. Os adventistas do sétimo dia crêem na unidade e existência eterna da Divindade, que compreende Pai, Filho e Espírito Santo.
A Salvação do Homem – Os adventistas do sétimo dia crêem que homem e mulher foram feitos seres morais perfeitos na Criação. Apesar disso, pecaram. Em conseqüência, o mundo perfeito que Deus lhes reservara se corrompeu. Desde então, todos nascemos como seres pecaminosos, necessitados de um Salvador. Os adventistas do sétimo dia crêem que Jesus Cristo veio a este mundo, viveu vida sem pecado, foi crucificado no Calvário por nossos pecados e ressuscitou como vitorioso Salvador. Ele oferece o dom gratuito de Sua graça a todos quantos O aceitarem. Os adventistas do sétimo dia crêem que é impossível alguém se salvar por meio da prática de boas obras, embora sustentem que as boas obras constituem a reação natural e amorosa ao dom da salvação.
O Tema do Grande Conflito – Os adventistas do sétimo dia crêem que Lúcifer, um anjo que fora criado perfeito, rebelou-se no Céu e foi expulso dali junto com os anjos que decidiram segui-lo. Lúcifer, agora chamado Satanás, tenta persuadir tantos seres humanos quanto seja possível a seguir-lhe o caminho. Realiza maciça campanha para tentar destruir a credibilidade de Deus perante o Universo. Acusa o Criador de estabelecer leis injustas. Deus criou um mundo moralmente perfeito, mas Satanás é muitas vezes bem-sucedido em persuadir os seres humanos a rebelarem-se contra a vontade divina e cederem às atrações imorais do pecado. As Escrituras descrevem a queda e o restabelecimento da humanidade. Revelam também o plano divino de restaurar este planeta para benefício daqueles que aceitarem o dom divino da graça e demonstrarem obediência a Deus.
Últimos Acontecimentos Proféticos – Os adventistas do sétimo dia crêem que Jesus Se encontra atualmente no Céu, ativamente empenhado em favor dos seres humanos, a fim de reunir a Si todos quantos puder. Conforme está evidenciado no seu próprio nome, os adventistas do sétimo dia crêem na breve volta de Jesus (o segundo advento). Crêem que Sua vinda será uma acontecimento literal e visível a toda a humanidade. Os adventistas do sétimo dia crêem que aqueles que aceitaram a Jesus Cristo como Salvador enquanto estavam vivos, ainda que passem pela morte, serão ressuscitados por ocasião da segunda vinda de Jesus, que lhes concederá mais uma vez o fôlego de vida. As pessoas que morreram não foram para o Céu, mas permanecem inconscientes nos túmulos até o dia da ressurreição. A vinda de Jesus também será o ponto de partida para um período de mil anos, mencionado nas Escrituras. No fim desses mil anos, Deus porá fim ao pecado e àqueles que preferiram e escolheram seguir esse caminho. Os ímpios serão consumidos por Sua glória, e a maldição do pecado deixará de existir. Em seguida, Jesus recriará o mundo em seu primitivo estado de perfeição. Então Seu povo poderá viver na Terra de acordo com o plano original de Deus.
Vida na Igreja – Os adventistas do sétimo dia crêem na organização eclesiástica e estimulam o companheirismo cristão. Quando uma pessoa aceita a Jesus Cristo e é batizada, recebe as boas-vindas na comunidade dos crentes. Os adventistas do sétimo dia crêem no batismo por imersão, conforme o exemplo dado por Jesus. A igreja tem um propósito comum: preparar as pessoas para se encontrarem com o Senhor. Realiza esse propósito por meio de estudos bíblicos pessoais e públicos, testemunho diário no lugar de trabalho ou estudo e demonstração do amor de Cristo no atendimento das necessidades humanas. Os adventistas do sétimo dia crêem que Deus concede dons espirituais às pessoas que estão dispostas a servi-Lo. Creem que a igreja experimentará a influência de todos os dons do Espírito pouco antes da vinda de Jesus. Entre esses dons inclui-se o dom de profecia, um dom particularmente essencial para o fim do tempo, de acordo com as Escrituras. Os adventistas do sétimo dia se reúnem para adorar a Deus e periodicamente celebram a Ceia do Senhor em memória do sacrifício de Cristo no Calvário. A missão da igreja é sustentada por meio de dízimos e ofertas voluntárias.
Vida Cristã – Os adventistas do sétimo dia crêem que, na qualidade de cristãos, devem adotar um estilo de vida que melhor represente a Cristo. Por isso dão cuidadosa atenção às suas atitudes, vestuário, escolha de diversões e todos os outros aspectos do viver diário. Valorizam a família e a instituição do casamento, entregues à humanidade no Jardim do Éden. Os adventistas do sétimo dia crêem que o corpo humano é um empréstimo divino. Ao cuidar dele, seguem os princípios bíblicos da nutrição apropriada, do exercício físico e dos hábitos saudáveis.
O Sábado – Os adventistas do sétimo dia crêem firmemente na autoridade das Escrituras e respeitam as leis estabelecidas na Palavra de Deus. Creem que os Dez Mandamentos ainda se encontram em vigor, inclusive o mandamento em que o Senhor ordena: “Lembra-te do dia do sábado para o santificar.” O sábado foi dado à humanidade no Jardim do Éden, na Criação, sendo aplicável ainda hoje. Não existe a menor evidência bíblica de que Deus tenha mudado Sua lei. Sendo assim, os adventistas do sétimo dia vão à igreja no sétimo dia da semana e seguem as diretrizes escriturísticas relativas à observância do santo sábado.
A crença no sábado do sétimo dia talvez seja uma das doutrinas mais distintivas da igreja. Essa crença tem ajudado a unificar pessoas de todas as nacionalidades e etnias na adoração ao Senhor no dia de sábado. Conversos ao adventismo do sétimo dia de muitas e diferentes formações têm se unido na adoração sabática como visível expressão de seu amor a Deus e aceitação de Sua autoridade sobre o Universo.
Essas crenças, compartilhadas pelos adventistas do sétimo dia, têm ajudado a manter a igreja unida ao redor do mundo.
Ao ler esse breve resumo, você talvez tenha descoberto que algumas das crenças aqui mencionadas são convicções que você também compartilha. Isso não é coisa excepcional, pois os adventistas do sétimo dia são cristãos. E todos os cristãos possuem algumas doutrinas fundamentais em comum.
Será que os adventistas do sétimo dia são pessoas esquisitas? Como identificar um adventista do sétimo dia? Como eles se comportam na vida diária? Separemos agora um momento para examinar o assunto no capítulo 3.




CAPÍTULO 3
Como É o Povo Adventista?
Em 1972 a revista Life mudou sua periodicidade de semanal para mensal. Logo após a transição, começou a perder assinantes. Em 4 de março de 1974, a Time Incorporated colocou uma nova revista em circulação. Seu título era simples, mas eficaz: People. Desde o seu lançamento, People tem vendido centenas de milhões de exemplares ao redor do mundo. O formato simples da revista tem sido sempre o mesmo – uma porção de fotos de pessoas e a história da vida delas.
As pessoas sentem fascínio umas pelas outras. Mostras de vídeos domésticos, histórias da vida real e revistas e jornais sobre gente (famosa ou nem tanto) têm conquistado seu lugar na sociedade. Talvez o fascínio venha do fato de a sociedade ser composta de pessoas, e temos curiosidade em saber mais sobre as outras pessoas e sobre o que estão fazendo.
Sendo assim, quem é o povo que compõe a Igreja Adventista do Sétimo Dia? São pessoas diferentes das outras? Ou são iguais a todo mundo?
Se eu lhe pedisse para me dizer qual é a cor do mundo lá fora, você olharia através da janela da sua casa e veria enorme variedade de cores. Veria o azul do céu, o marrom do solo, o verde da grama, rosas vermelhas e nuvens brancas. Qual a cor? Podemos empregar a mesma analogia para descrever o povo adventista. Não podemos estereotipar um grupo. Cada pessoa é única e dá sua própria contribuição pessoal à igreja. Apesar disso, adventistas do sétimo dia possuem algumas características em comum.
Os cristãos adventistas do sétimo dia crêem que são pecadores salvos pela ilimitada graça de Deus. Esse é um ponto importante a ser lembrado. Eles não se consideram perfeitos, não acham que são as únicas pessoas do mundo a irem para o Céu nem se julgam melhores do que os outros. Crêem que são pecadores necessitados de um amoroso Salvador. Por isso, ao visitar uma Igreja Adventista do Sétimo Dia, em qualquer parte do mundo, você vai encontrar um grupo de pessoas cordiais que lhe darão as boas-vindas à comunidade. Eles reconhecem que todos são valiosos aos olhos de Deus.
Se você encontrar um adventista do sétimo dia na igreja, na mercearia, num avião ou no local de trabalho, descobrirá que ele está ansioso por fornecer-lhe alguma informação a respeito da igreja à qual pertence! Conforme já vimos, existem algumas crenças ensinadas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia que não são ensinadas por outras denominações. Depois de estudarem a Bíblia, os membros da Igreja Adventista ficam convencidos da importância dessas crenças. Por isso, muitas vezes eles usarão textos bíblicos, livros, folhetos, vídeos ou outros materiais na intenção de comunicar a outros seus pontos de vista. Não ache esquisito, portanto, se um adventista lhe presentear com um livro ou folheto descrevendo em detalhes alguma doutrina que ele acha importante. Talvez um adventista tenha lhe remetido este livro pelo correio ou entregado pessoalmente em sua casa ou trabalho.
Os adventistas do sétimo dia compreendem claramente a maneira como Deus operou no passado, como Ele dirige o presente e Seus planos para o futuro. Isso faz com que a paz de Cristo lhes inunde a vida. Tornam-se capazes de manifestar muita esperança, mesmo em meio à tragédia, porque compreendem a solicitude, a providência e os planos de Deus para o amanhã. Neste mundo confuso, os adventistas do sétimo dia estão dispostos a partilhar a esperança e a paz que descobriram na Palavra de Deus.
Os membros adventistas do sétimo dia ao redor do mundo possuem as mesmas crenças religiosas fundamentais. A igreja na Coréia não ensina doutrina diferente na Suécia. Os adventistas do sétimo dia são um grupo mundial de crentes. Portanto, a fé que possuem em Deus e em Sua Palavra transcende todas as barreiras culturais e étnicas, e estimula a unidade.
Conforme já mencionamos anteriormente, os adventistas do sétimo dia crêem que cada ser humano é valioso aos olhos de Deus. Essa crença se traduz em ação de duas maneiras: Em primeiro lugar, ela prepara o caminho para a unidade na igreja mundial. Quando os adventistas do sétimo dia se reúnem para cultuar a Deus ou para se confraternizar, nacionalidade ou diversidade étnica não são questões importantes. Negros e brancos, chineses e russos, iranianos e israelitas, conversarão juntos como irmãos e irmãs por causa de Cristo. Em segundo lugar, a crença determina o modo como eles se relacionam uns com os outros e com o mundo ao seu redor. Você vai encontrar adventistas do sétimo dia envolvidos em projetos de ajuda comunitária que beneficiam famílias de baixa renda, socorrendo crianças malnutridas, estendendo a mão a um aidético ou fornecendo refeição a uma viúva carente. Os adventistas do sétimo dia tentam seguir o exemplo beneficente de Cristo.
Um adventista do sétimo dia é muito escrupuloso naquilo que faz. Provavelmente você jamais ouvirá um adventista do sétimo dia praguejando ou usando o nome de Deus levianamente. Eles julgam ter o dever de representar Cristo aos outros. São cuidadosos em fazer sempre as coisas que agradam ao Mestre.
Os adventistas do sétimo dia não tentam comportar-se bem para obter a salvação, mas porque já experimentaram a graça salvadora de Deus.
Os adventistas do sétimo dia têm o costume de separar algum tempo durante o dia para lerem a Bíblia ou estudarem mais profundamente uma passagem bíblica. Também dedicam tempo para orar a Deus, pois reconhecem que a oração é parte vital da vida de qualquer cristão. Se você já ficou perto de um adventista do sétimo dia na hora das refeições, talvez tenha observado que ele inclina a cabeça para agradecer a Deus pelo alimento. Este simples ato é um reconhecimento da bondade divina.
E por falar em alimento, os adventistas do sétimo dia têm consciência daquilo que comem. Por acreditarem que o corpo pertence a Deus, procuram tratá-lo com respeito. Muitos adventistas do sétimo dia decidiram ser vegetarianos. Isso se deve em parte à sua crença de que os alimentos mais saudáveis são aqueles fornecidos originalmente por Deus à humanidade – frutas, nozes, cereais e verduras. Muitos membros praticam exercícios físicos com regularidade, visando à boa forma física e à saúde mental. Os adventistas do sétimo dia crêem que não devem introduzir no organismo nenhuma substância comprovadamente prejudicial à saúde. Por isso evitam coisas como drogas, álcool, fumo e café. Estudos demonstram que essas práticas sanitárias e dietéticas fazem os adventistas do sétimo dia viverem até sete anos a mais que a média da população.
Um adventista do sétimo dia provavelmente será seletivo quanto à espécie de diversão na qual toma parte. Seguirá princípios bíblicos ao determinar suas escolhas. Alguns talvez façam apenas a seguinte pergunta para si mesmos: “Jesus participaria desta atividade?” Os adventistas do sétimo dia tentam preencher a mente com material de qualidade, seja em questão de leitura, ou mesmo programas de rádio e televisão.
Talvez você descubra que os adventistas do sétimo dia não seguem a moda da “alta costura”. Simplicidade e decência no estilo de vida são qualidades que muitos membros se esforçam por alcançar. Essa filosofia serve para orientá-los na escolha daquilo que vestem e na forma como gastam o dinheiro e priorizam a vida.
Existem adventistas do sétimo dia que se destacaram tanto em seus campos de atuação a ponto de fazerem contribuições notáveis ao mundo, por causa de seu compromisso pessoal de seguir a Cristo e os princípios da Bíblia. Eu poderia citar nomes de alguns adventistas do sétimo dia que você facilmente reconheceria. Alguns foram honrados por reis e presidentes. Outros receberam prêmios e elogios formais. Embora a maioria dos adventistas do sétimo dia mão receba reconhecimento público, eles estão procurando, mesmo no anonimato, dedicar a vida inteiramente a Cristo. Estão comunicando esperança no local de trabalho, atendendo necessidades onde elas são sentidas, sendo cidadãos produtivos na comunidade em que vivem e acrescentando alegria a este mundo ferido pela dor.
Isso pode soar como uma descrição otimista demais de um grupo de pessoas perfeitas. Pareceria assim, na verdade, não fosse o fato de vivermos num mundo de equívocos, erros e imperfeições. Os adventistas do sétimo dia também cometem faltas. Embora as coisas que descrevi representem o ideal que os membros estão buscando alcançar, eles algumas vezes falham em atingir esses padrões. Quando fracassam, aceitam o perdão que Deus oferece e continuam se esforçando por viver uma vida em harmonia com o Grande Legislador do Universo.
Como os adventistas do sétimo dia sustentam sua organização? Qual o segredo de seu crescimento e prosperidade? Como realizam seus cultos e como evangelizam os outros? Vamos saber mais sobre isso no próximo capítulo.


CAPÍTULO 4
Como É a Igreja Adventista?
No último trimestre de 1987, os economistas dos Estados Unidos começaram a vislumbrar alguns perigosos indícios de advertência financeira no mercado de ações. As políticas de comércio exterior do país eram questionadas, a economia apresentava sinais visíveis de fraqueza e os grandes investidores estavam ficando apreensivos.
Em outubro, os corretores começaram a vender as ações a preços abaixo do normal para seus clientes. Essa liquidação começou a deixar nervosos os investidores pequenos e conservadores. O medo do futuro desconhecido para o movimento da bolsa e as tendências inesperadas que emergiam no horizonte causaram pânico. Em 19 de outubro de 1987, a Dow Jones Industrial Average despencou em mais de 500 pontos suas cotações, fazendo o mercado perder vinte e dois por cento de seu valor. Aquele dia ficou conhecido pela comunidade financeira dos investidores de Wall Street com “segunda-feira negra”.
Com exceção de alguns poucos aventureiros ou especuladores, a maioria de nós prefere garantias familiares e confortáveis ao desconhecido e inesperado. Embora tenhamos todos que, uma vez ou outra, assumir riscos, tais como fazer um investimento, iniciar uma nova carreira ou mudar para outra localidade, você se sente muito mais seguro quando sabe o que vai acontecer pela frente. Talvez você se lembre do que sentiu, quando criança, em seu primeiro dia de aula. A professora seria bonita? As outras crianças seriam bondosas com você? Você seria capaz de andar pelos arredores do grande prédio escolar sem se perder? Você não sabia o que esperar. Talvez até relembre a sensação de náusea no estômago, as mãos suadas e o coração disparado. Todos esses sentimentos eram um lembrete de que você estava entrando num território desconhecido.
Há pessoas que nunca visitaram outra igreja ou denominação além daquela em que foram criadas. Talvez não tenham sentido esse desejo por desconhecerem o que lhes aguarda. Quando pensam em fazer uma visita, ocorre-lhe uma porção de perguntas: “Será que vão fechar as portas e me conservar preso até que eu me torne um deles?” “Haverá dança, pulos sobre os bancos ou lavagem cerebral?” “Haverá cristais, mantras ou sessões espíritas?” Não posso falar pelas outras igrejas, mas posso (tanto quanto me for possível) fornecer-lhe algumas informações sobre a igreja adventista mais próxima de você. Assim, quando você for fazer-nos uma visita, estará mais familiarizado e se sentirá mais à vontade.
As igrejas adventistas do sétimo dia ao redor do mundo variam no estilo de adoração, música e programação. Talvez você escute um órgão na Nova Zelândia, um banjo no Tennessee, um tambor em Moçambique ou uma cítara na China. Talvez haja sorrisos e palmas em uma congregação e rostos mais solenes em outra. As congregações podem ser enormes ou tão pequenas que congreguem apenas dez ou vinte membros.
Independentemente, porém, das variações de estilo e programa, há uma coisa com a qual você pode contar em toda igreja adventista do sétimo dia que você freqüentar ao redor do mundo. Pode contar com pessoas cordiais e cristãs, que ficarão felizes pelo fato de você ter dedicado tempo para ir adorar o Senhor junto com elas.
Na maioria das igrejas adventistas do sétimo dia, o culto da manhã de sábado se divide em duas partes. A primeira parte se chama Escola Sabatina. Existem classes apropriadas, divididas por faixas etárias, para crianças e jovens, bem como diversas classes para adultos. Desde a mais tenra infância, a criança aprende a respeito do amor salvador de Jesus. Cânticos animados, histórias bíblicas criativas, atividades manuais e professoras bondosas demonstram a alegria de conhecer a Cristo. Os adultos também recebem instruções sobre Deus e Sua Palavra quando membros da igreja e visitantes estudam juntos temas bíblicos específicos ou passagens bíblicas. A maioria das igrejas adventistas do sétimo dia utiliza o mesmo currículo bíblico para estudo.
A segunda parte do culto é dedicada à adoração. Geralmente toda a igreja fica junta durante esse período. Embora as preliminares possam variar, existem alguns elementos básicos que podem ser encontrados na maioria dos cultos de adoração adventistas do sétimo dia. Haverá tempo para a congregação unir-se em adoração e louvor, como, por exemplo, cântico de hinos, pedidos de oração ou testemunhos. Haverá também um sermão sobre um tema bíblico que seja relevante para as necessidades dos membros e que focalize a missão e a mensagem da igreja. Essa mensagem pode ser proferida pelo pastor local ou por um orador designado, na ausência do pastor.
Todos participam espontânea e voluntariamente em qualquer parte do culto. Não há coação, as portas não são fechadas nem diáconos corpulentos ficam guardando a saída. Ao visitar uma igreja adventista do sétimo dia, você vai encontrar um grupo de cristãos felizes em participar dessas reuniões. Eles vêm à igreja com o objetivo de compartilhar, aprender, ser revigorados e estimulados para outra semana de vida num mundo ferido pelo pecado.
O pastor não é pago pela igreja local, mas pela associação administrativa do Campo (que pode ter jurisdição sobre todo o Estado ou parte dele). Isso permite ao pastor pregar ao coração das pessoas e não ao bolso dos ouvintes. Uma praxe característica da Igreja Adventista do Sétimo Dia é pagar o mesmo teto salarial para todos os pastores locais, quer eles pastoreiem congregações de 50 membros, quer de 5 mil. Isso elimina muito do espírito de competição tão prevalecente na sociedade. Reduz também o desejo de “ascensão social”.
É provável que você saiba onde fica a igreja adventista do sétimo dia do seu município ou cidade. Embora o prédio não seja o maior nem o mais vistoso da comunidade, sua forma de organização é bastante ampla. Os membros da igreja adventista local têm voz representativa no corpo colegiado da igreja mundial. Examinemos a maneira como a Igreja Adventista do Sétimo Dia está organizada.
Em 1863 a Igreja Adventista do Sétimo Dia havia concluído todas as providências necessárias para sua organização oficial. Embora tenha havido alguns ajustes desde aquele ano, a estrutura organizativa principal continua a mesma. Os princípios que ajudaram a formar a igreja também têm servido para conservar sua integridade através dos anos.
A base da Igreja Adventista do Sétimo Dia são seus membros. Qualquer pessoa que aceita a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal e compreende e aceita as crenças comuns dos adventistas do sétimo dia, pode unir-se à igreja. Cada um desses membros, unido em coletividade, comanda a igreja mundial. Visto serem guiados pelos princípios contidos na Palavra de Deus, não existem “insurreições” ou afastamento drásticos das crenças ou “praxes” que dirigiram a igreja no passado.
Cada membro da igreja local elege dentre sua congregação representantes que se reúnem para escolher os oficiais das associações locais. As associações locais abrangem geralmente um território mais ou menos do tamanho de um Estado. Exemplos de associações locais são: Associação Brasil Central, Associação Espírito-Santense, Associação Paulista Central, Associação Baixo-Amazonas, etc. As associações locais administram os negócios dentro de sua jurisdição e provêem recursos e programas que afetam diretamente cada membro de igreja dentro de sua área de atuação.
As associações locais se agrupam, assim como as igrejas locais, para formarem as uniões. As uniões abrangem regiões geográficas específicas, e os oficiais dessas uniões superintendem a obra eclesiástica nessas áreas. Existem cinco dessas uniões no Brasil: as Uniões Sul, Central, Este, Nordeste e Norte.
Esse mesmo padrão de distribuição de responsabilidade continua. As uniões se agrupam para formar as divisões. Temos doze divisões espalhadas pelo globo com nomes tais como Divisão Sul-Americana, Divisão Norte-Americana, Divisão do Pacífico Norte-Asiático e Divisão Euro-Africana. Atualmente a maior divisão da Igreja Adventista do Sétimo Dia é a Divisão Interamericana. Ela possui mais de 1,5 milhão de membros. As divisões são todas representadas na Associação Geral, cuja suprema responsabilidade é estimular, liderar, administrar e dirigir a Igreja Adventista ao redor do mundo.
O fundamento bíblico para a organização da Igreja Adventista do Sétimo Dia encontra-se em Êxodo 18. Esta passagem revela que Moisés foi instruído por Deus a dividir sua carga de trabalho e delegar responsabilidades entre o povo de Israel. Mais de cem anos seguindo essas mesmas diretrizes têm provado que esse é um meio eficaz de capacitar a Igreja Adventista do Sétimo Dia para cumprir sua missão mundial.
A estrutura organizacional adotada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia capacitou-a a crescer de um total de 132 instituições em 1863 para mais de 46 mil hoje! Capacitou a igreja a crescer de 30 servidores pagos para mais de 140 mil! Capacitou a igreja a crescer de 3.500 membros batizados para mais de 11 milhões (dados de 1999)! Sob a direção de Deus, a estrutura organizacional tem efetivamente ajudado a Igreja Adventista do Sétimo Dia a cumprir sua missão.
Mas qual é a missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia? O que seus membros estão procurando realizar? De que forma a igreja está cumprindo sua missão? O que motiva os membros a contribuir, trabalhar, compartilhar e dedicar-se ao serviço? Encontraremos as respostas para essas perguntas examinando o último capítulo.

CAPÍTULO 5
Qual É a Missão Adventista?
Em maio de 1961, o presidente John F. Kennedy deu início ao programa espacial Apollo. Esse programa nasceu com uma missão em mente: colocar o homem na Lua e trazê-lo de volta antes do fim da década. Para cumprir esse propósito, deflagrou-se uma ofensiva de grande envergadura. Houve ceticismo, dificuldades, erros e até mesmo grandes atrasos. Em 1967, durante um teste na plataforma de lançamento, irrompeu um incêndio no qual três astronautas norte-americanos perderam a vida. Essa tragédia levantou sérias questões sobre todo o programa espacial. Contudo, apesar de todos os fracassos e o assassinato do presidente que inspirava no povo norte-americano essa visão, em 16 de julho de 1969 o mundo assistiu maravilhado Neil Armstrong sair do módulo espacial da Apollo 11 e deixar a marca de seus pés na superfície lunar. Com o regresso à Terra dos astronautas sãos e salvos, a missão estava concluída!
A humanidade é movida por missões. Seja ela uma incumbência tão pequena como capinar o jardim de casa ou tão grande como ir à Lua, as pessoas farão o que puderem para cumprir uma missão. Países, cidades, famílias, indivíduos e igrejas têm missões. Os adventistas do sétimo dia também têm uma missão.
A missão adventista consiste simplesmente em ensinar a pessoas de todas as nações o evangelho eterno e os mandamentos de Deus. Esse compromisso se baseia na comissão evangélica dada por Cristo e registrada em Mateus 28:19-20. Os adventistas do sétimo dia estudam e ensinam diligentemente a Palavra da Escritura. Não apenas ensinam a Palavra, mas procuram também demonstrar os princípios nela contidos através de atos de misericórdia. Toda instituição que é estabelecida dentro da organização adventista do sétimo dia – toda escola iniciada, todo hospital aberto, todo templo edificado – tem o expresso propósito de cumprir a missão da igreja.
Quais são, pois, os métodos empregados pelos adventistas do sétimo dia para cumprir a missão? Qualquer um que esteja em harmonia com as Escrituras! Seria impossível descrever cada instituição financiada pela igreja ou todos os ministérios pessoais que contam com o patrocínio independente de adventistas voluntários. Apresentamos a seguir uma breve descrição de alguns dos muitos métodos e organismos que estão sendo empregados pela igreja no cumprimento de sua missão.
Serviço de Missões – Desde 1874, quando John Andrews partiu dos Estados Unidos para divulgar o evangelho de Cristo na Europa, os adventistas do sétimo dia têm reconhecido a importância das missões. Atualmente a igreja conta com um programa de missões bastante diversificado.
A Missão Global é uma das organizações adventistas que proclama o evangelho eterno de Jesus e ensina os mandamentos de Deus em áreas do mundo que desconhecem essa maravilhosa boa nova. A Missão Global concentra-se mais em grupos de pessoas, línguas e dialetos do que em países inteiros. Homens e mulheres dedicados, designados para uma área específica de ministério, divulgam sua fé sempre que surja a oportunidade. Desde o seu início em 1990, a Missão Global já penetrou em mais de 8 mil das 15 mil áreas que se pretende alcançar.
Há diversos outros programas e instituições que oferecem oportunidade para proclamação do evangelho. Youth Pioneer é um programa que procura empregar o talento da juventude no serviço de missões. Maranatha Flights International é um grupo de voluntários que viaja para diversas localidades ao redor do mundo a fim de construir igrejas onde houver necessidade delas. Existem inúmeras outras oportunidades diversificadas de serviço missionário, de curto e longo prazo, dentro da igreja. Cada uma provê aos adventistas do sétimo dia meios de compartilhar seu tempo, talentos e fé.
Assistência e Desenvolvimento – Os adventistas do sétimo dia entendem que divulgar o evangelho significa mais do que simplesmente pregar. Cristo muitas vezes atendia às necessidades físicas das pessoas antes de satisfazer as espirituais. Os ministérios de assistência e desenvolvimento da igreja focalizam antes de tudo o atendimento das necessidades físicas das pessoas.
A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) é uma gigantesca instituição que procura, desinteressadamente, fazer deste mundo um lugar melhor para se viver. Seu propósito principal é contribuir para o desenvolvimento de indivíduos e comunidades e prestar assistência a vítimas de tragédias. Os voluntários da ADRA crêem que cada vida encerra valor inestimável. Por isso procuram elevar os padrões de vida das pessoas, especialmente nas áreas carentes do mundo. A ADRA funciona atualmente em143 países. Sua ênfase atual envolve assistência, educação, programas alimentares, saúde e projetos hídricos. Sempre que você ouvir ou ler algo sobre um desastre de grandes proporções, pode ter certeza de que a ADRA está a caminho ou já se encontra no local prestando auxílio. E quando cessa a calamidade, a ADRA não faz as malas e vai embora. Ela assume o compromisso de longo prazo de melhorar a qualidade de vida dos sobreviventes. Nesse aspecto, a ADRA é uma instituição que demonstra ao mundo, de maneira singular, os princípios de Cristo.
Educação – Os adventistas do sétimo dia crêem na educação integral do ser humano, em seus aspectos físico, mental e espiritual. Desde o início da história adventista, reconheceu-se a necessidade de escolas patrocinadas pela igreja. Atualmente, a Igreja Adventista do Sétimo Dia conta com uma das maiores redes educacionais de escolas paroquiais do mundo, com mais de 6 mil escolas e um registro conjunto de mais de um milhão de estudantes (dados de 1999). A igreja mantém ainda várias faculdades e universidades, inclusive o Home Study International, que oferece um programa oficialmente reconhecido de educação à distância. No Brasil, possui o Centro Universitário Adventista, com dois campi, em São Paulo e em Engenheiro Coelho.
Cuidados da Saúde – Muitos adventistas do sétimo dia procuram dedicar os talentos que Deus lhes deu para curar as pessoas, valendo-se para isso do conhecimento médico disponível hoje em dia e das orientações do Espírito Santo. É por isso que a igreja mantém mais de 600 hospitais e clínicas ao redor do mundo, dando emprego a mais de 70 mil pessoas. Muitos pacientes foram atraídos para mais perto do Senhor ao se submeterem aos tratamentos realizados por esses profissionais de saúde. Portanto, os funcionários dessas instituições médicas também estão contribuindo para o cumprimento da missão da igreja.
Muitos profissionais de saúde adventistas, provenientes de países desenvolvidos, dedicam seus talentos para beneficiar cidadãos de países economicamente necessitados. Um grupo de voluntários desse tipo é a equipe especializada em afecções cardíacas com base no Centro Médico da Universidade de Loma Linda, hospital patrocinado pela denominação. Eles realizam procedimentos médicos em pessoas que de outro modo não poderiam arcar com os custos desse serviço.
Proclamação da Palavra – A missão adventista nunca poderia ser cumprida não fosse a proclamação distintiva do evangelho eterno e dos mandamentos de Deus. A igreja faz uso de vários expedientes para a proclamação da Palavra. Além de evangelistas, pastores e instrutores bíblicos, emprega também programas de rádio, transmissões de TV e a obra de publicações.
O programa de TV semanal It is Written (Está Escrito), fundado em 1956, tem proclamado a Palavra de Deus em escala intercontinental, sendo traduzido em dezenas de línguas. Recentemente, este programa exerceu uma das mais importantes influências no ensino bíblico por meio de programas mundiais via satélite, alcançando mais de 5 mil localidades e centenas de milhares de pessoas.
A Rádio Adventista Mundial é um ministério que evangeliza através de ondas radiofônicas. Seus programas alcançam maior parte do mundo com o evangelho eterno. Desde seu humilde começo em 1º de outubro de 1971, a Rádio Adventista Mundial apresenta agora a verdade bíblica em mais de 40 línguas, permanecendo no ar mais de mil horas semanais, se levarmos em conta sua programação conjunta.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia dirige 56 editoras e imprime atualmente material em 229 diferentes línguas e dialetos. Mais de 20 mil colportores (distribuidores) vendem e distribuem material que ensina sobre Jesus e Sua Palavra, além de impressos sobre saúde e relacionamento familiar.
Com essa breve vista panorâmica, começamos apenas a tocar a superfície ao descrever a maneira como os adventistas do sétimo dia estão cumprindo sua missão. Com base neste sumário, acredito que você tenha entendido que eles levam muito a sério a tarefa d anunciar o evangelho eterno de Jesus e ensinar os mandamentos de Deus.
Será que essas abordagens diversificadas funcionam? Julgue por si mesmo. Em 1863 a Igreja Adventista do Sétimo Dia possuía apenas 3.500 membros batizados. Por volta de 1960, o número havia subido para mais de um milhão. Em 1980, ultrapassou o teto dos três milhões. Em 1990, havia mais de seis milhões de membros. Atualmente o número de membros batizados caminha para a casa dos doze milhões. Em média, a cada quarenta e cinco segundos um novo membro é batizado na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Novas igrejas estão sendo organizadas à razão de uma a cada cinco horas. A igreja atual se faz presente de forma organizada em quase todos os 233 países e territórios do mundo. Isso supera, de longe, qualquer outra denominação protestante.
Pode-se dizer que a Igreja Adventista do Sétimo Dia não é apenas uma denominação, mas um movimento. Um movimento de pessoas ansiosas por obedecer aos mandamentos de Deus, permanecer leais à Sua Palavra e seguir Seus planos em sua vida. Os adventistas do sétimo dia almejam anunciar a outros os princípios do Reino de Deus. Estão desejosos de viver a própria vida como uma demonstração do caráter de Cristo. Pessoas de todos os credos, origens étnicas, formação ou religião são convidadas a unir-se à Igreja Adventista do Sétimo Dia. E ver pessoas aceitando a Jesus Cristo e a Sua Palavra é o que nos ajuda a manter viva a missão!




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